VOCÊ SABE O QUE É HIERARQUIA DE CONTROLE DE RISCO?

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Antes de qualquer coisa é importante entender que em matéria de segurança a identificação dos riscos é uma tarefa criteriosa no qual deve fazer parte da politica de toda e qualquer empresa. É importante que haja um trabalho coletivo entre todos os setores e trabalhadores, estudando cada tarefa no ambiente de trabalho para assim cadastrar todos os riscos potenciais.

A pós essa etapa vem a avaliação de risco que pode ajudar a determinar sua severidade, se há medidas existentes e se as mesmas são eficazes, para assim,  determinar quais medidas devem ser adotadas e qual urgência será feito o controle de tais riscos.

 

Diante de uma condição de risco um dos maiores erros de muitas empresas é justamente a aplicação de um equipamento de proteção e a aplicação de procedimentos e normas para que o trabalhador siga. Devemos sempre lembrar que; EPI/EPC não elimina a condição de risco e sim evita e ou diminuiu a lesão no trabalhador mediante um possível acidente ou uma doença profissional ou do trabalho, uma vez ele exposto a certas condições.

Mas então como funciona essa tal hierarquia de controle de risco. É muito fácil. Basta pensamos o seguinte você se depara com um trabalhador exposto a boa sorte trabalhando em uma máquina sem nenhuma proteção facilitando um grave acidente onde ele poderá ter sua mão ou membros puxados por suas partes moveis. O que você faria em primeiro momento? Qual a melhor decisão a tomar? Vamos voltar para nossa pirâmide invertida. Vamos pensar em 5 passos simples na hora de trabalhar a gestão de risco. Vamos sempre prezar pelas ações de maior efetividade em ordem decrescente; Primeiro; eliminação, segundo; redução ou substituição, terceiro; controles de engenharia, quarto; controles administrativos e por último o uso de EPI.

Vamos detalhar cada passo:

Eliminação:

Sem discussão é a melhor e mais correta das ações. Pois consiste em garantir a não mais a existência de o fator de risco no ambiente de trabalho. Eliminar qualquer probabilidade da ocorrência do acidente, doença ou lesão.

 

Substituição ou redução:

Substituir ou então ações que possamos diminuir ao máximo a possibilidade da ocorrência ou caso ele venha ocorrer; venha ser o menos grave possível.  Isso se dá pela substituição de uma máquina por outra mais segura. Um produto por outro menos agressivo. Um procedimento de trabalho por outro que não envolva situação de risco. Agora se não for possível a aplicação dessa regra, partimos pra próxima opção.

 

Controles de engenharia:

É de certa forma uma ação corretiva, mas tendo uma intenção preventiva. É fazer adequações no ambiente de trabalho que sejam permanentes garantindo que máquinas, processos e produtos ofereça maior segurança ao trabalhador. Um exemplo é instalação de proteção de máquinas e equipamentos, implantação de enclausuramentos, sistema de ventilação, conforto térmico e etc…Não podemos esquecer que não basta apenas implantar. É imprescindível que haja uma manutenção constante para garantir a eficácia das medidas.

 

Controles administrativos:

O controle administrativo envolve na maior parte a gestão de pessoas, programas, processos e procedimentos. É justamente fazer o controle e a administração dos riscos através de procedimentos como as permissões de trabalho e análises preliminares de risco – APR. Outra forma é controlar os riscos através de programas como Programa de Proteção Respiratória – PPR, Programa de Controle Auditivo – PCA e o principal deles exigido pela NR – 9 o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. O que também não podemos esquecer é a importância dos cursos, treinamentos e suas reciclagens. E claro, um ambiente de trabalho bem sinalizado, com seus riscos mapeados é maior garantia de menos acidentes.

 

Uso de EPI.

Se você tentou todas as formas acima descritas e mesmo assim o risco ainda se faz presente, então só nesse caso você vai partir para a entrega de EPI. Então conforme a NR 6 o EPI deve ser adotado sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; ou então enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e para atender a situações de emergência. Ou seja, uma vez adotado o EPI é assumir a existência do risco seja em maior ou menor grau. Mas o mais importante do que a simples entrega é que o EPI seja testado, selecionado, as pessoas sejam bem treinadas e conscientes quanto sua importância e claro que haja uma constante fiscalização.

 

Então não é um bicho de sete cabeça não é? Vamos lembrar desses 5 passos: Eliminação, redução, substituição, controles de engenharia, controles administrativos e entrega de EPI. Não esqueça do mais importante O controle de riscos é um processo contínuo e precisamos estar atentos a toda e qualquer mudança nos ambientes de trabalho. Por essa razão os procedimentos de controle e gestão de risco devem ser revisados regularmente revisados para garantir sua qualidade e total eficácia.

 

Fonte: NIOSH (www.cdc.gov/niosh/)

 

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